Aborto de repetição: fatores importantes para considerarmos

aborto de repetição - Gênesis Obstetrícia e Ginecologia Joinville

Muitas mulheres sonham em ser mães, mas enfrentam dificuldades para conseguir engravidar. A situação se torna pior quando a mulher engravida, mas não consegue manter a gestação. O aborto de repetição pode causar traumas na vida da família, fazendo com que os pais desistam de tentar.

O aborto de repetição pode ser tratado para que a mulher consiga engravidar de forma segura. Neste artigo, você vai entender melhor o que é o aborto de repetição, suas principais causas e como evitar que aconteça. Continue lendo a seguir.

O que é aborto de repetição?

Aborto de repetição, aborto recorrente ou perda gestacional de repetição são os nomes dados para situações de aborto que uma paciente sofre três vezes ou mais. Em geral, o aborto recorrente acontece com gestantes com menos de 20 semanas de gestação.

Investigar esses cenários é fundamental para a saúde da gestante e para evitar que outras perdas gestacionais de repetição aconteçam. Assim que sofrer mais um aborto, a mulher deve procurar seu médico para fazer os exames e, sendo necessário, começar um tratamento para evitar outro aborto.

A investigação deve começar desde o primeiro caso de perda gestacional com menos de 20 semanas. Embora seja comum que gestantes sofram um primeiro aborto, é preciso começar a avaliar e buscar alternativas para diminuir a probabilidade de uma nova perda acontecer.

As mulheres que já sofreram mais abortos, como mais de três, não devem perder as esperanças e se sentirem amedrontadas. A tentante ainda tem 70% de chance de ter uma gestação saudável e se tornar mãe.

 

Quais são as causas do aborto de repetição?

O aborto de repetição pode ter diferentes causas e apenas exames específicos serão capazes de identificar os motivos. A seguir, você vai ver algumas das motivações mais comuns:

 

Bebê com alterações genéticas

A causa mais comum de aborto espontâneo está nas anomalias cromossômicas fetais. Bebês que não se formam direito e apresentam alterações genéticas sofrem aborto antes de completarem 10 semanas de gestação. A probabilidade desse tipo de aborto acontecer tende a aumentar conforme a idade da mãe evolui.

Para identificar as causas mais profundamente, a gestante deve fazer um exame de análise citogenética. Esse exame é adotado a partir do terceiro aborto consecutivo. Se o resultado apresentar anomalias, a mãe e o pai devem fazer uma análise do cariótipo. Um exame feito com sangue periférico dos elementos dos pais.

 

Gestante com anomalias anatômicas

Malformações mullerianas, miomas, pólipos, sinéquias uterinas e outros tipos de anomalias no útero também podem provocar perdas gestacionais. Mulheres que sofreram um aborto de repetição devem fazer um exame de cavidade uterina, que vai identificar essas anomalias anatômicas. O exame é feito por meio de uma ecografia pélvica, com sonda transvaginal 2D ou 3D e uma histerossalpingografia, podendo ainda ser complementada com uma endoscopia.

 

Alterações endócrinas ou metabólicas da gestante

Doenças e disfunções que causam alterações endócrinas e metabólicas também podem provocar o aborto. Diabetes, disfunção da tireóide, alterações na prolactina, síndrome do ovário policístico, obesidade, alterações na fase lútea e deficiência de progesterona são alguns exemplos.

 

Trombofilias

Trombofilias são alterações na coagulação do sangue, que aumentam a chance de tromboses e da formação de coágulos sanguíneos. Essas alterações podem impedir que o embrião seja implantado no útero, levando ao aborto. É preciso fazer exames específicos para identificá-las, pois as trombofilias não são identificadas em exames de sangue simples.

 

Defesas do sistema imunológico

O embrião é um corpo estranho inserido no organismo da mulher, que é geneticamente diferente. Para que ele consiga se desenvolver, o sistema imune da mulher precisa recebê-lo e se adaptar para não rejeitar o embrião. Acontece, porém, que alguns organismos não conseguem se adaptar e rejeitam o embrião.

Por meio de alguns exames específicos, é possível identificar a presença de anticorpos contra linfócitos paternos no organismo da gestante. Amostras de sangue do pai e da mãe são colhidas para fazer uma prova cruzada e identificar a presença dos anticorpos.

Outros fatores, como o consumo de álcool e tabaco também influenciam na saúde da gestante e do bebê, podendo causar abortos ou má formação no bebê.

Na maioria dos casos, com exames específicos e acompanhamento médico, é possível identificar as causas do aborto, mas ainda existem casos que não são identificados.

 

Como é o tratamento para impedir o aborto por repetição?

O tratamento adequado vai depender de alguns fatores. O primeiro deles é a identificação das causas do aborto. Em seguida, o médico vai fazer uma análise do histórico clínico da paciente e avaliar suas condições de saúde atuais. A partir dessas informações, um tratamento pode ser orientado.

O tratamento pode incluir progesterona, anticoagulantes e a cerclagem, um tipo de cirurgia indicada para casos em que o colo perde a capacidade de suportar o peso da gravidez. Outros medicamentos e orientações podem ser indicadas pelo especialista, pois o tratamento deve ser personalizado, de acordo com as necessidades da gestante.

A mulher pode fazer o tratamento com tranquilidade e a segurança de que vai conseguir engravidar novamente e o seu futuro bebê não será afetado. O aborto de repetição não impacta na saúde do bebê que vai se desenvolver depois. No entanto, a curetagem uterina, o procedimento realizado para tratar o aborto pode causar cicatrizes que aumentam a chance de um novo aborto, dificultar a gestação e outros problemas.

O obstetra vai avaliar cada situação e orientar a gestante da forma mais adequada. Quer tirar outras dúvidas sobre aborto de repetição? Agende uma consulta com um de nossos médicos.

 

Dr. Kurt Neulaender Neto

Dr. Kurt Neulaender Neto | Ginecologista e Obstetra - CRM 25132 | RQE 20267

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