Dr. Ademir Garcia Reberti

Ginecologista e Obstetra - CRM 7743 | RQE 10785

Trajetória de Carreira

Ao recordar a infância, escondidas nas dobras do tempo encontrei as lembranças do verdadeiro, aconchegante e doce amor da minha avó materna.

Em uma dada dobra no passaporte da vida para a doença, há quatro décadas, lá estava ela, portando neoplasia maligna da mama.

Seguiram-se metástases pulmonares e com elas o grande sofrimento com falta de ar, além é claro das sequelas cirúrgicas e psíquicas, radioterapias e quimioterapias.

Em minha inocência de criança e neto, em sonhos de super-herói, imaginava, com um toque de superpoder, fazer desaparecer todo o mal que a afligia. Assim surgiram meus primeiros sentimentos de ser médico: ALIVIAR O SOFRIMENTO DO OUTRO.

Dr. Ademir Reberti - Obstetra Joinville

Desde então, em meus delírios oníricos, desejava ser médico para prevenir, amparar, minimizar ou sanar a dor. Então, ao dar os primeiros passos no curso médico, percebi a força da morte. Contra a integridade da vida, esta ameaça faz o médico incessantemente lutar, todos os dias, em todos os seus atos, na tentativa de afastá-la – mesmo sabendo que todos nós estamos sentenciados a ela.

Nesta reflexão de todas as nuances da medicina e fragilidades da existência, senti uma forte atração pela encantadora e bela chegada da vida. Um choro rasgando o ar, um sorriso resplandecendo nos rostos, uma nova história começando a ser contada.

Assim me descobri gostando de OBSTETRÍCIA.

Ao notar que em cada chegada, em cada choro, em cada sorriso renascia a esperança, constatei que não nasciam apenas os bebês, nasciam os sonhos tornados reais. Com a mesma obviedade nasciam os pais, os avós, os irmãos, os tios etc. Nasciam as famílias, células da sociedade, e isto é ENCANTADOR.

Em meu olhar, talvez poético, nascem os amores reais, das entranhas, com a força de mudar nossas vidas e consequentemente o mundo. E tudo de um ser tão pequeno de ilimitado amor, incomparável, avassalador, num lugar onde ninguém define seu fim.

Esta constatação me faz AMAR a obstetrícia, entender os pais e ser um filho melhor.

Procurar entender o universo feminino, em meio às nuvens hormonais estrogênicas e progestagênicas, em seus sentimentos, em suas dores, em seus agravos e tentar promover a saúde das mulheres, sempre me fascinou.

Sendo compreensivo, humano, exercitando a ciência com empatia e compaixão me faz sentir uma pessoa mais sensata e um médico plenamente realizado.

Formação Acadêmica

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